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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Da adolescência

Não tenho andado muito por cá. Ando mais cá e lá, a ler o que outros escrevem e sem ter muito para escrever aqui. Tenho falado mais e torno-me parca nas palavras.

Estou a ver o Prós e Contras e fala-se da Adolescência, mais propriamente da volência nessa faixa etária.

Na minha profissão lido diariamente com ela, diga-se a adolescência e tenho dias em que digo que preferia andar a apanhar mato o dia todo do que aturá-los! É, tenho dias assim, tenho demasiados dias assim, mas depois também tenho os outros dias. Aqueles dias em que eles sentiram a nossa falta, em que sabemos que gostam de nós, mas não o querem demonstrar, os dias em que nos lembramos que gostamos deles.

E eles mostram o quão carentes são, no toque, na chamada de atenção no falar alto e depois sózinhos, revelam aquilo que são, uns miudos.

sábado, 29 de janeiro de 2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Colegas de EVT



As reorganizações curriculares não se podem realizar desta forma e realizadas com o intuito de priveligiar apenas a poupança. Não sou docente desta disciplina, mas isto vai afectar a todos. Não há carreira docente, não há meios de trabalho, há uma "degradação grave do serviço educativo em Portugal".

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A minha pessoa pequenina

Eu estava acomodada. Não estava bem, não estava feliz, estava básicamente acomodada e essa é a melhor e a correcta expressão para descrever alguém que não estando bem nem feliz, também não faz nada para mudar a sua situação. Não procura, não reage, não faz nada a não ser lamentar-se e acomodar-se.
Foi após sentir a responsabilidade de ter alguém que dependia de mim, que me apercebi que estar acomodada não era o melhor para mim nem para a nova pessoa na minha vida, se eu não fosse feliz ela também certamente não seria. Foi essa pessoa na minha vida que me fez perceber do que é que eu de facto gostava e que lutar por aquilo que queria era importante, sem desculpas, sem comparações, sem olhar para os outros.
Um dia, bafejada pela sorte, a minha vida profissonal mudou. Foi muito importante para mim sentir que afinal eu até podia exercer a minha profissão. Tornei-me melhor pessoa, mais realizada, apesar da instabilidade constante. Gostar do nosso trabalho, apesar de todas as contrariedades que surgem todos os dias, o desgaste e as horas de trabalho em casa, torna-nos melhores pessoas e melhores profissionais. Isto tudo para dizer, que sou muito feliz e o medo de vir a perder o emprego não é algo que me tire o sono (deve ser pecado dizer isto), não seria nada de novo para mim. Não seria nada de transcendente, seria mais uma contrariedade da vida, que a vida já me ensinou a ultrapassar. Assim sendo, não me massacrem mais com anseios e medos sobre a minha carreira, que eu agora estou muito bem.

Cate Blanchett

sábado, 18 de dezembro de 2010

A Escola

Tenho alunos no 9º ano que não sabem ler. Quando digo que não sabem ler, significa que soletram e quando acabam de soletrar não perceberam o que leram, (estavam ocupados a juntar as letras).
Esses alunos, que foram transitando de ano, ou fazendo uma vez por entre outra um ano em dois, vão provavelmente transitar, talvez para um curso profissional. Assim, irão completando os módulos e caso não o façam têm as vezes que forem necessárias para realizar a prova de recuperação e depois quem sabe, irem para uma faculdade. Parece-me bem. Entretanto já devem ter aprendido a ler.
Estou preocupada.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Uma coisa que ninguém estava à espera:

Nenhum dos alunos que se propôs para exame no 8º ano e assim passar para o 10º, passou.
Chato.
Podem ler mais aqui.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Chegou a obra.

É de facto emocionante disfarçar o abandono escolar com alunos certificados, tal como se diz aqui.
É emocionante termos alunos ao nível de 9º ano que mal sabem ler e escrever, mas terminam com a certificação de aptidão para ingressar o mercado de trabalho. Não são as aulas de substituição que chateiam, mas sim o baixar o nivel de exigência para termos o chamado sucesso.
São coisas que chateiam.
(e não vou falar das provas que os alunos do 8º ano podem fazer e transitar assim para o 10º porque eu própria ainda não percebi, está para além da minha compreensão)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

As notícias

Estou dentro do que se passa por este país à beira mar plantado. Na viagem de 25 minutos entre casa e emprego ouço as notícias.
Vêm aí umas portagens, vai ser este mês que irá haver aumento de 1% ou 1,5% que segundo Paulo Portas é com retroactivos, há um atraso escandaloso no concurso de professores, a gasolina aumenta e o nivel de vida acompanha.
Resumindo: estas coisas sabem-se pela rádio, porque no telejornal fico a saber que o Nani chegou a Portugal, o Cristiano Ronaldo diz que os golos são como o ketchup e tudo isto ao som daquelas gaitas que dão pelo nome de vuvuzela.
Ao contrário do que possam pensar, sou uma pessoa bem informada.
Mas por favor, meios de comunicação social, (televisões) revejam o vosso alinhamento nos respectvos telejornais, a população agradece.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Educação

Um professor que diz aquilo que realmente se passa e que não se quer dizer: Paulo Guinote em Plano Inclinado.

Vejam:

quinta-feira, 4 de março de 2010

Leandro

Hoje fala-se de Bullying. Uma criança de 12 anos decidiu que não seria mais vítima de agressões e atirou-se ao rio. Fiquei com o coração pequenino perante tal notícia. Penso imediatamente onde estavam os pais daquela criança? Qual o papel da escola? Da polícia?
Respostas: A mãe da criança tinha ido várias vezes à escola dizer que a criança era vítima de agressões dentro e fora da escola.
A Associação de Pais afirma não ter registo de qualquer ocorrência.
A polícia? Ficou hoje a saber o nome dos agressores.
A vítima era uma criança dócil, demasiado dócil, que não se sabia defender.
Como é que devemos educar os nossos filhos? Serem meigos e generosos? Serem desconfiados e agressivos? Colocá-los numa redoma de vidro? Como podemos protegê-los?
Não sei e isso deixa-me angustiada

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O Infantário

A caminho dos dois anos e a querer colocá-la no infantário aos três, já me disseram que ia tarde para arranjar vaga num infantário privado. Sim, privado, porque na minha área de residência só tem vaga aos 5 anos. Fofinho!

Irei iniciar uma saga em busca daquele local "perfeito", que sabemos que não existe. Um local com condições físicas adequadas para crianças pequenas (porque há infantários em apartamentos com uma área exterior mais pequena que a minha sala e a interior nem se fala). Com educadoras preocupadas e carinhosas, com refeições equilibradas, com um trabalho pedagógico que promova a criatividade e não tanto em pintar dentro das linhas. Enfim, perfeito e já agora, que não seja escandalosamente caro!

Senão, tem bom remédio, que será continuar com a pedagogia que a avó lhe tem aplicado: mimo com fartura!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Sob a alçada da nova ministra

Acabei de ouvir a nossa ministra da Educação na primeira grande entrevista com Judite de Sousa.
A entrevista foi fofinha. A ministra também é fofinha.
Pena que nada fosse dito em relação aos milhares de professores que se encontram na situação de contratados. Deve ficar para outra entrevista, que isto da televisão tem o tempo contado.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Les Choristes!

Vi o filme "Os Coristas". Vi esse filme com um grupo de colegas. A dificuldade de lidar com jovens problemáticos faz-nos procurar soluções, em conversas, em formações, em troca de experiências e até na sétima arte. (aviso que é em francês, mas passa completamente ao lado tal a carga dramática).

Recomendo vivamente.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Mudam-se os tempos...

Mudam-se os responsáveis!

Enviaram-me esta imagem por e-mail aqui há tempos, mas com o aproximar do ano lectivo parece-me mais apropriado colocá-la agora. Haveria muito por dizer, a começar pela desresponsabilização dos meninos, pela retirada de autoridade aos professores, pela falta de educação que os pais têm e dão aos seus filhos. Porém, a imagem fala por si.
Ser professor não é fácil, muito menos nos dias de hoje e é terrivelmente ingrato o tratamento que esta classe tem tido nos últimos tempos. Pode ser que as coisas mudem, pode ser...

Bom ano lectivo a todos os alunos e docentes!

(Como referi esta imagem foi-me enviada, não sei quem é o Autor, qualquer reclamação será imediatamente retirada)